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REVIEW METAL GEAR SOLID 5: GROUND ZEROES


Nota: 9.8
Gráficos: 10
Jogabilidade: 10
Diversão: 9
Som: 10

Metal Gear Solid 5: Ground Zeroes é o prólogo do aguardado Metal Gear 5: The Phantom Pain. Apesar de uma campanha curta, de duração estimada de apenas duas horas, é o bastante para levar a série a um outro patamar e deixar os fãs com água na boca aguardando a sua sequência. O novo jogo não possui modo multiplayer, mas além de sua campanha principal possui cinco missões extras. A aventura, pela primeira vez na saga, não é totalmente linear, e isso é bem interessante.

Enredo traz um jogo anterior ao primeiro MGS

Metal Gear Solid 5: Ground Zeroes se passa no ano de 1975, logo após acontecimentos de Peace Walker, lançado para o PSP em 2010. Naked Snake, o Big Boss, é o protagonista, que segue no grupo dos Militares Sem Fronteiras e, dessa vez, trabalha em Cuba, numa prisão chamada Campo Omega, de onde ele deve extrair dois prisioneiros em meio a muitos obstáculos e desafios.

A agente Paz Ortega e o jovem Ricardo “Chico” Valenciano são os prisioneiros a serem resgatados em meio a uma grande trama política. Ambos tiveram a participação em tudo o que aconteceu em Peace Walker e agora Snake deve infiltrar-se entre os cubanos para conseguir salvá-los. A trama se desenvolve de jeito rápido, porém intenso – e não fica só resumida aos objetivos principais, tendo também algumas sidequests.

Vale destacar que o game se passa bem antes da história do Metal Gear Solid original, que ocorria em 1995 e com outro protagonista, Solid Snake, que é filho do Big Boss, herói de Ground Zeroes.

Um detalhe interessante para quem não está familiarizado com a saga é o fato de o jogo ter uma rápida introdução, em forma de texto, em português, antes de ser iniciado. A aba “contexto” também conta a história da série. Com isso, é possível ter uma breve noção do que é tratado em Metal Gear Solid 5: Ground Zeroes. O trailer inicial também apresenta a missão principal muito bem e dá um belo começo à história.

O único ponto negativo nesta história toda é o fato de Ground Zeroes ser extremamente curto, até porque é somente um prólogo para o Metal Gear Solid: The Phantom Pain. Porém, como tem um preço bem mais baixo do cobrado por jogos completos e uma qualidade bastante interessante em todos os aspectos de visual e jogo em si, o investimento deve ser considerado.

Basicamente, são dois objetivos apenas, além de um longo trailer inicial e outro também grande para encerrar o jogo. O Games ETC terminou a missão principal em pouco mais de uma hora. É possível levar um pouco mais. Portanto, tenha a informação em mente: o jogo é curto, bem curto. E as sidequests, apesar de interessantes, também não demoram para terminar.

Jogabilidade agrada; destaque para “mundo aberto”

A estreia da série Metal Gear Solid na nova geração de consoles tem uma jogabilidade que agrada e que cumpre o papel de deixar uma expectativa boa para seu o sucessor, que deve sair no início do ano que vem. O game leva Snake para um outro nível em termos de exploração, espionagem e combates.

O personagem, agora bem barbudo e com a voz de Kiefer Sutherland, famoso por seu papel de Jack Bauer na série 24 Horas, é um soldado que não tem qualquer restrição a fazer o que for preciso para cumprir seus objetivos. E os métodos utilizados para isso é que unem o tradicional estilo Metal Gear a novos elementos de outras séries.

A começar pelo fato de você escolher como quer chegar a seu objetivo. Você pode disfarçar seus movimentos pelo cenário, atirar em todo mundo, roubar carros e até mesmo controlar tanques. O game dá total liberdade ao jogador. Snake pode ser movido de uma forma mais calma ou agressiva: agachado, rastejando, ou normal, em pé.

Basicamente, o jogo é stealth, mas não necessariamente ele é assim o tempo todo. Snake tem que atirar, realizar ataques corporais, carregar corpos, esconder-se em arbustos e tudo isso é feito com muita qualidade na jogabilidade. Seu controle é extremamente limpo, os comandos só são um pouco diferentes, mas simples de pegar, e o estilo da aventura é o tradicional.

Se você já jogou algum Metal Gear Solid, ou Uncharted, Tomb Raider, Max Payne e jogos do gênero, não terá problemas. As miras e tiros (há um “Bullet Time” em alguns casos) e até os combates corpo a corpo, apesar das animações meio exageradas, são bons e não têm qualquer tipo de problema.

O menu de Snake tem diversas informações interessantes, como um mapa, binóculos, um reprodutor de fitas cassete e muitas de armas para o arsenal. É tudo muito claro, e, obviamente, o fato de as opções e legendas serem disponibilizadas em português pode ajudar bastante os usuários brasileiros.

Ao fim da missão principal, o jogador vê um relatório de como foi, uma cena que mostra um desenrolar da história, os créditos, um trailer de Phantom Pain, que revela o que rola no enredo entre um jogo e outro, e também conquistas que desbloqueou. Assim, poderá aproveitar novos conteúdos, como cinco missões extras, de volta ao menu principal.

Gráficos exploram bem a qualidade da nova geração

Além de comandos simples, ótima jogabilidade e um enredo interessante, Metal Gear Solid 5: Ground Zerous também tem um visual impressionante e que explora bem as possibilidades da nova geração. O filme de introdução do game, que é como se fosse uma espécie de trailer, já empolga e mostra sua qualidade gráfica.

Mas como o que importa mesmo são as animações in-game, elas também não vão deixar a desejar nem mesmo para os mais exigentes. A missão se desenvolve bem rápido, mas há tempo de se observar e perceber detalhes impressionantes tanto no personagem principal como nos outros, nos cenários e objetos.

Os efeitos da chuva, por exemplo, são perfeitos. As roupas ficam molhadas e até a própria câmera é afetada pelos pingos. Os movimentos das plantas são naturais, e também há um excelente trabalho em termos de iluminações e sombras. Se toda a qualidade in-game impressiona, as cutscenes são ainda mais incríveis.

Não resta nenhuma dúvida de que Metal Gear Solid 5: Ground Zeroes é mais um exemplo do quão avançados podem ser os gráficos dos consoles da nova geração e que é muito provável que The Phantom Pain seja ainda melhor, por chegar com os videogames já muito mais consolidados no mercado.

Conclusão

Metal Gear Solid 5: Ground Zeroes não é um jogo completo, mas mostra que o trabalho de Hideo Kojima em The Phantom Pain começou muito bem. É um prólogo que deixa qualquer um com água na boca para “o prato principal”. Gráficos incríveis, enredo amarradinho, jogabilidade com ótimos pontos, dublagem excelente, legendas em português… Pena que é muito curto! Mas isso é compreensível e reflete também no preço do jogo, bem mais barato. Vale se aventurar e gastar um pouco se você é fã de MGS e de bons jogos em terceira pessoa!

Fonte: TechTudo

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